terça-feira, 8 de abril de 2014

I-EM-HOTEP apresenta o Mestre RA-MU-HA

Hoje vos trago um Ancião rico em sabedoria, amor e compaixão, que Se aproximou muito para vos instruir e ativar as memórias.
Queria que tentásseis imaginar um homem de estatura acima do comum, bem proporcionado, de pele morena, olhos grandes, escuros e tristes. Seus traços são do tipo grego, puros e finos, lábios bem delineados, queixo firme e cabelos castanho escuro. Hoje para vós  Ele Se apresenta numa vestimenta de rara tonalidade verde pálido, trazendo na cabeça uma tira de pedras, tipo esmeralda. No centro dela há um sol com oito pontas.
Seu nome é RA-MU-HA. Um nome de três sílabas que significa: Senhor e Rei do País Materno. Separador das Águas, Dissipador das Brumas do Fogo.
Ele vem para vos falar um pouco sobre vossa origem e sobre a antiga religião. O período vos procura trazer, data de oitenta a cem mil anos atrás. Diz RA-MU-HA que tempo virá em que a verdade de Suas afirmações será provada pelas viagens e investigações. Diz ainda que o país ou continente de MU, tinha mais ou menos a forma de um elefante e era o berço da humanidade. Dali, espalhando-se em todas as direções, saíam os homens para colonizar o mundo inteiro. Onde que se ache o símbolo do Sol, indica que o povo é um ramo descendente dos filhos de Mu. Para estes, o sol era símbolo de Deus Pai. Veneravam um Deus único sabendo porém, que Ele Se manifestava de muitos modos e através de diversos veículos.

RA-MU-HA é um Anjo do Sol, encarnado na matéria, para ser o guia e instrutor do homem que evolui. Ele me diz que no começo, o homem não possuía consciência de si, movendo-se dentro de um envelope ovóide. Isto era necessário devido as brumas e ao sempre ativo fogo interno da Terra. Quando esta resfriou-se, o homem pertencente ainda a alma grupo, não precisou mais de cobertura ovóide. Seus ossos gradualmente se solidificaram e seu corpo tornou-se, mais ou menos como está hoje.
RA-MU-HA conta, que Sua tarefa era a de permanecer na aura terrestre e que, através dos discípulos, instruía os que estavam com Ele desde o início  e que se reuniam em grupos ou escolas, procurando o saber.
Seu trabalho hoje é o de purificar a sabedoria, e fazer com que ela se liberte das apresentações e concepções humanas. Assim procura este Grande Ser restabelecer a antiga reverência ao Deus Solar. Diz que era e sempre será o Incognoscível  e Inominável, que o homem existiu antes da Terra e continuará existindo depois dela, pois é eterno e, no seu aspecto mais elevado, a parte de Deus Incognoscível e Inominável. Diz ainda que o homem peregrina muitas e muitas vezes na Terra e em outros mundos, procurando identificar, representar e nomear Aquilo do qual ele mesmo é uma parte. Continua explicando que, enquanto o homem não parar com sua eterna pesquisa, de cá para lá a achar Deus dentro de si mesmo, o mundo não poderá fazer muito progresso. A intuição do homem lhe diz que, em alguma parte, havia conhecido o amor e a sabedoria todo-penetrantes  de Seu Criador; entretanto, com toda a sua constante procura, ele se esquece de olhar para dentro de si.

RA-MU-HA me diz que o continente submergido de Mu era o Jardim do Eden, mencionado na Bíblia. Ali existia a perdida Cidade de Ouro, o Lar dos Deuses. Assim como este continente submergiu, dia se aproxima em que aparecerá de novo. Relata que em Mu havia doze raças superiores e doze inferiores. Das primeiras vieram aqueles que, quando o mundo era novo , se tornaram Reis Iniciados. As raças inferiores eram compostas dos retardatários que, durante o período Lunar, contentes em deixar correr os séculos, não se incomodavam de procurar a sabedoria, tornando-se assim servidores e ajudantes dos mais esclarecidos. Desde aquele tempo, uma parte deles achou o caminho para um plano mais alto de evolução.

Assim como outrora havia os que ficavam estacionados, satisfeitos com o que a vida lhes podia dar, do mesmo modo existem hoje os retardatários, os indiferentes aos assuntos espirituais. Existem também os que preferem seguir um caminho bem batido, que preferem encontrar os conhecimentos já impressos e que só gostam das coisas fáceis para assimilar, em vez de se esforçarem por descobrir, dentro de si mesmo, a voz da Grande Sabedoria, pertencente à própria parte a criativa deles.
 
RA-MU-HA acha que, hoje em dia, o homem não progredirá muito, devido ao tipo de instrução que lhe é imposta e ao tipo de palavra divulgada por toda a parte do mundo, pelo rádio e pela imprensa. Observa com muita preocupação os sinais de desagregação interna da humanidade, o culto do intelecto em lugar da sabedoria, o culto de "Mammon" em lugar de Deus. Diz que o mundo não poderá se tornar novamente tal como era naquele tempo longíncuo -- um lugar onde os Deuses e os homens conversavam entre si -- enquanto o homem não aprender a ser seu próprio mestre, e não desenvolver suas potencialidades divinas.

Conta que o mundo foi colonizado pelos habitantes mais evoluídos de Mu e que cada rei Iniciado foi autorizado a usar o símbolo do sol com quatro pontas. Isto nos explica muitas das antigas pinturas e esculturas, onde vemos um meio sol com quatro pontas.
Ele esclarece que certas partes da Índia são povoadas pelos descendentes de Mu e que, devido  a isso, a Índia se tornou a guardiã da sabedoria antiga, a qual sempre é transmitida oralmente, em sigilo.

Diz que, se regularmente e com perseverança procurais a sabedoria antiga, tendo pureza de motivos e uma finalidade desinteressada, seus portões abrir-se-ão sempre mais largo diante de vós.Lembrai-vos porém que a sabedoria  pode ser uma espada de dois gumes pois dá também muito sofrimento. De posse da sabedoria, deveis aprender a reparti-la com outros, à medida que possam assimilar. Dando demais, os confundireis com o vosso modo de apresentar a Verdade. Delicada e cuidadosamente devereis tentar fazer-lhes  compreender que muito daquilo que consideram ser fatos reais, não passa de fragmentos simbólicos das fés esquecidas, pois sem uma forma simbólica, a compreensão da Verdade seria difícil para eles. Caberá a vós mostrar-lhes, não como vós encontrastes Deus, mas sim como eles, no começo, se afastaram Dele. Aprendendo a retroceder seus passos, aprenderão o caminho de volta.

RA-MU-HA me pede para vos transmitir estas palavras e para que as guardeis em vossos corações: " Ao encontrardes alguém que sofre por ter perdido um, ser querido, dizei-lhe que a guardiã chamada "morte" o levou para um curto sono reparador e que, ao amanhecer, acordará no mundo celestial, acompanhado dos que estavam junto dele desde o começo".

Diz Ele que Seu amor vos envolve e que, à medida que aprenderdes a amá-Lo e procurá-Lo, cada átomo de vossos corpos ficará impregnado de força divina e não sereis mais sujeitos às doenças nem à tristeza, pois aquele que permanece na luz, é purificado por Ela. Esta é Sua mensagem para vós.

"Fragmento do livro OS Mestres"

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